Adolescência

Crianças e tempo de tela: como criar equilíbrio nessa relação

Desligar o celular nunca foi a solução. Quem já tentou sabe: funciona por 10 minutos e gera mais conflito do que conexão. O problema não é a tela, é a ausência de acordos sobre ela.

A Sociedade Brasileira de Pediatria atualizou suas recomendações em 2024, no documento “#Menos Telas #Mais Saúde”. E elas não são sobre proibir mas equilibrar.

As orientações oficiais da SBP, atualizadas em 2024, são:
0 a 2 anos: sem telas, mesmo que passivamente.
2 a 5 anos: até 1 hora por dia, sempre com supervisão de um adulto.
6 a 10 anos: de 1 a 2 horas por dia, com supervisão.
11 a 18 anos: de 2 a 3 horas por dia, com supervisão, nunca “virando a noite”.

Além desses limites, a Sociedade Brasileira de Pediatria faz recomendações que valem para todas as idades: sempre com supervisão, nunca “virando a noite”, nada de telas durante as refeições e desconectar de 1 a 2 horas antes de dormir. Celular também não é brinquedo de criança e desconexão, segundo a entidade, deve ser exercício em família.

Proibição sem conversa gera segredo. A tela vai aparecer de outro jeito: no celular do amigo, na casa do primo, no computador da escola. O objetivo não é afastar a criança da tecnologia ela vai conviver com telas a vida inteira. O objetivo é ensinar a usar com equilíbrio.

As configurações nativas dos sistemas operacionais já resolvem muita coisa: Screen Time no iPhone e Digital Wellbeing no Android permitem definir tempo por app, bloquear acesso em horários específicos e acompanhar o uso.

Existem também apps de controle parental mais completos para quem quer ir além. E uma dica prática: combinado escrito funciona mais do que verbal. Anotar os acordos num papel ou num bloco de notas compartilhado reduz o “não foi isso que a gente combinou”, que todo pai e mãe já ouviu.

Definir tempo de tela hoje não é fácil, mas é possível. Como você tem feito?

Cheguei ao Mundo
 
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